quarta-feira, 6 de março de 2013

Hugo Chavez

Morre Hugo Chavez

Os dois líderes asseguram que "a Venezuela se destacou por seu desenvolvimento social e por sua contribuição à integração regional na América do Sul", ao tempo que acreditam que UE e Caracas podem "aprofundar suas relações no futuro". "Esperando aprofundar nossas relações no futuro, transmitimos ao povo e ao governo venezuelano nosso sincero pêsame e simpatia", disse Van Rompuy e Barroso na mensagem, que foi transmitido ao vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Nos últimos anos, as relações entre a UE e Venezuela viveram momentos de tensão, principalmente pelas posturas críticas contra o chavismo expressadas pelos grupos conservadores do Parlamento Europeu. Após a vitória de Chávez nas eleições de outubro do ano passado, a UE pediu ao líder para trabalhar no reforço das instituições do país, na promoção das liberdades fundamentais e se ofereceu para cooperar na busca destes objetivos. No entanto, os contatos políticos entre as duas partes vinham se desenvolvendo em função do diálogo entre a UE e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), cuja última cúpula foi realizada em janeiro em Santiago do Chile. Além disso, a Venezuela participa desde sua entrada no Mercosul das negociações do acordo comercial que o bloco sul-americano e a UE discutem há anos. 
MORTE Chávez morreu por volta das 16h25 locais (17h55 em Brasília), após três meses de internação em combate a um câncer na região pélvica. Em dezembro, ele foi submetido à quarta cirurgia contra a doença, mas sofreu uma infecção respiratória e não resistiu às complicações. Segundo o chanceler venezuelano, Elías Jaua, o vice-presidente, Nicolás Maduro, seguirá no comando do país até a convocação de novas eleições, em 30 dias. O anúncio deve gerar polêmica, pois a Constituição determina a posse do presidente da Assembleia Nacional em caso de ausência total do presidente. Desse modo, quem deveria assumir o cargo é Diosdado Cabello. Jaua disse também que Maduro deverá ser candidato às próximas eleições presidenciais, assim como Chávez desejou na última reunião de ministros que presidiu, no início de dezembro. De acordo com a Constituição da Venezuela, como Chávez não tomou posse no dia 10 de janeiro, o presidente da Assembleia Nacional, o chavista Diosdado Cabello, deveria assumir a presidência e convocar novas eleições em 30 dias. 


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